Subprodutos da Laranja
 

Apesar do suco ser o principal produto da laranja, vários subprodutos, com valor comercial, são obtidos durante o seu processo de fabricação. Entre esses subprodutos estão óleos essenciais, d'limonene, terpenos, líquidos aromáticos e farelo de polpa cítrica.

Eles possuem diferentes aplicações no mercado interno e externo, as quais incluem incluem fabricação de produtos químicos e solventes, aromas e fragrâncias, substâncias para aplicação em indústrias de tintas, cosméticos, complemento para ração animal, entre outros.

  Para mais informações sobre alguns dos subprodutos da laranja, bem como seus dados de exportação, utilize os links abaixo:
  Óleos Essenciais
D'limonene
Farelo de Polpa Cítrica


  Óleos Essenciais

Os óleos essenciais são óleos voláteis que são retirados da casca das frutas cítricas. Durante o processo de extração do suco, as bolsas de óleo da casca se rompem, liberando o produto, que é então removido por meio de jatos de água. Em seguida ele é separado por meio de centrifugação e depois é resfriado.

Esses óleos têm maior aplicação nas indústrias alimentícia e farmacêutica. Podem ser usados diretamente para dar o sabor em bebidas, sorvetes e outros alimentos, e na fabricação de medicamentos e cosméticos, como sabonetes e perfumes. São usados ainda pelas indústrias fabricantes de produtos de limpeza.

Há ainda subprodutos do óleo essencial, que são obtidos com a remoção de compostos oxidantes, como o d'limonene, e com a concentração das suas frações aromáticas. Os óleos essenciais concentrados também são usados basicamente pelas indústrias alimentícia e farmacêutica.
Exportação de Óleos Essenciais por ano safra
Ano Safra Volume exportado
(em toneladas)
Ano Safra Volume exportado
(em toneladas)
1996/97 19.159 2002/03 25.899
1997/98 24.454 2003/04 19.700
1998/99 26.954 2004/05 32.714
1999/00 18.575 2005/06 29.083
2000/01 21.739 2006/07 31.111
2001/02 20.790 2007/08 29.199
Fonte: Secex
Obs: Os volumes de exportação acima foram atualizados de acordo com os dados do Secex, os quais
se referem ao total das exportações brasileiras.
 
   


  D'limonene

O d'limonene é um líquido incolor, com leve odor cítrico, obtido da destilação do licor cítrico. Este licor provem da prensagem do resíduo úmido da laranja (casca, bagaco, sementes) após a extração do suco.

O óleo no licor é removido durante a evaporação e condensado separadamente. O d'limonene é a fração oleosa e é considerada uma das mais puras fontes de terpeno monocíclico.

Há várias aplicações para esse produto, entre elas: solvente industrial, componente aromático, matéria prima para a fabricação de outros compostos químicos.

O d'limonene é usado, por exemplo, em solventes de resinas, borracha, pigmentos, tintas, na fabricação de adesivos etc. Além disso, ele é usado pelas indústrias farmacêutica e alimentícia como componente aromático e para dar sabor, sendo usado, por exemplo, na obtenção de sabores artificiais de menta e hortelã na fabricação de doces, balas e gomas de mascar.
Exportação de D'limonene por ano safra
Ano Safra Volume exportado
(em toneladas)
Ano Safra Volume exportado
(em toneladas)
1996/97 41.044 2002/03 40.864
1997/98 34.314 2003/04 34.445
1998/99 33.929 2004/05 42.936
1999/00 35.560 2005/06 34.562
2000/01 43.274 2006/07 38.529
2001/02 30.336 2007/08 36.051
Fonte: Secex
Obs: Os volumes de exportação acima foram atualizados de acordo com os dados do Secex, os quais
se referem ao total das exportações brasileiras.
 
   


  Farelo de Polpa Cítrica ou Farelo de Casca de Laranja

O farelo de polpa cítrica peletizado ou farelo de casca de laranja é obtido por meio do tratamento de resíduos sólidos e líquidos remanescentes da extração do suco. Entre esses resíduos estão cascas, sementes e polpas de laranjas. Este material equivale a 50% do peso de cada fruta e tem uma umidade de aproximadamente 82%. Após passar pelo processo de industrialização onde a polpa é triturada e seca até chegar a 12% de umidade, o produto é peletizado.

O farelo de polpa cítrica peletizado é usado principalmente como complemento para a ração animal, principalmente na pecuária. Tem boa aceitação como insumo na ração de rebanhos bovinos (leite e corte). Sua utilização deve restringir-se a no máximo 30% da matéria seca para cada animal adulto.

No entanto é indispensável que o pecuarista consulte um veterinário, agrônomo ou zootecnista especializado para adaptar a polpa cítrica à dieta de cada tipo de rebanho.

Por tratar-se de um produto que absorve a umidade, é muito importante que o farelo seja transportado e armazenado em locais muito secos, ventilados e totalmente cobertos. Do contrário podem surgir microorganismos causadores de fermentação e bolor. Neste caso o produto não poderá ser utilizado na composição da ração. Recomenda-se não armazenar este produto por mais de 60 dias.

Características do Farelo de Polpa Cítrica
Propriedades Valor
Umidade (máximo) 12,0%                 
Proteína Bruta (mínimo) 5,0%                 
Extrato Etéreo (mínimo) 1,5%                 
Fibra Bruta (máximo) 14,0%                 
Matéria Mineral (máximo) 8,0%                 
Dioxinas/Furanos (máximo)
Expresso em Grau de Detecção Mínimo-Upperbound
500 pg/kg I - TEQ
Aflatoxinas (máximo) 20 ppb
Exportação de Farelo de Polpa Cítrica por ano safra
Ano Safra Volume exportado
(em toneladas)
Ano Safra Volume exportado
(em toneladas)
1996/97 1.182.396 2002/03 1.003.971
1997/98 1.311.616 2003/04 875.937
1998/99 1.480.053 2004/05 986.479
1999/00 998.413 2005/06 687.421
2000/01 769.731 2006/07 806.231
2001/02 719.133 2007/08 809.076
Fonte: Secex
Obs: Os volumes de exportação acima foram atualizados de acordo com os dados do Secex, os quais
se referem ao total das exportações brasileiras.