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Alguns historiadores afirmam que os cítricos teriam surgido no leste
asiático, nas regiões que incluem hoje Índia, China, Butão, Birmânia e
Malásia. A mais antiga descrição de citrus aparece na literatura chinesa,
por volta do ano 2000 a.C.
A trajetória da laranja pelo mundo é conhecida apenas de uma forma aproximada.
Segundo pesquisadores, ela foi levada da Ásia para o norte da África e
de lá para o sul da Europa, onde teria chegado na Idade Média. Da Europa
foi trazida para as Américas na época dos descobrimentos, por volta de
1500.
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A laranja espalhou-se pelo mundo sofrendo mutações e dando origem a novas
variedades. Durante a maior parte desse período, a citricultura ficou
entregue a sua própria sorte - o cultivo de sementes modificava aleatóriamente
o sabor, aroma, a cor e o tamanho dos frutos.
As pesquisas e experimentos para aprimorar variedades de laranja começaram
a ser desenvolvidas no século XIX na Europa, depois da disseminação das
teorias de Mendel e Darwin. Já antes do século XX, os Estados Unidos passaram
a liderar os esforços técnicos nessa área. Todos os estudos sempre estiveram
voltados para o melhoramento do aspecto, tamanho e sabor dos frutos, como
também o aprimoramento genético para a obtenção de árvores mais resistentes
às doenças e variações climáticas.
Atualmente, os pomares mais produtivos, resultantes de uma citricultura
estruturada, estão nas regiões de clima tropical e sub-tropical, destacando-se
o Brasil, Estados Unidos, Espanha, países do Mediterrâneo, México, China
e África do Sul.
Quarenta ou cinquenta séculos depois da sua presumível domesticação,
a laranja tem seu maior volume de produção nas Américas, onde foi introduzida
há 500 anos. São Paulo, no Brasil, e Flórida, nos Estados Unidos, são
as principais regiões produtoras do mundo.
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